há beleza no fim...
é preciso enxerga-la quando tudo mais já não funciona
quando os sorrisos do outro são facadas na sua alma
deve existir beleza em não se ter um porto seguro
ter seu barco sempre a deriva
sem a preocupação de se esconder do sol
sob as telhas de um amor furado
como se o porto seguro fosse meu, mas nunca tivesse me pertencido
e eu só pensasse em tacar-lhe pedras em vez de reforma-lo
lá eu não podia aportar, o que faria então?
eu navegava, compartilhando alegrias e tristeza com amigos
não que isso fizesse parar a quase dor que eu sentia
digo quase porque dor é sinônimo de amor
se eu não tive amor também não teria dor
foi só um pequeno arranhão na estrutura, nada que me faça afundar
e daquele sol se pondo no mar eu só espero uma morte bela
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Obs: no trecho sobre "uma morte bela" faço honras ao autor da ideia Beto Cupertino (mesmo que ele não saiba da existência desse blog), em sua letra "Mulher Bomba", que em breve será postada aqui
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