Há tempos me apaixonei por Beatriz
Como morri de amores por aquela mulher
Era atordoante dormir pensando nela
E sonhar um belo sonho com a sua figura
Meu coração se aquecia de ouvir seu nome
Enquanto eu sorria que nem criança
Ao saber que o seu batia por mim
Beatriz não era loira, morena ou ruiva
Talvez ela nem fosse desse mundo
Me apaixonei por uma verdadeira ninfa
Dessas que os poetas se entregam
Dessas que os poetas comparam as frutas
Pele de pêssego, beijo com gosto de maçã
Ah, quanta frivolidade...
Bia era uma salada de fruta completa
Com gotas, na medida, de leite condensado
Minha paixão arrancou minha alma
Com a alma se foi a paixão e sobrou a dor
A mulher dos meus sonhos
De beleza preternatural
Enfiou suas mãos
Com dedos compridos
E unhas ajeitadas
Dentro do meu peito (que pulsava)
Ah, como pulsava (meu coração)
Ainda teve audácia de afagá-lo
Antes de destroçá-lo sem dó
Como um gigante
Que de força descomunal
Estraça-lha uma rosa da primavera
Morri de amores por Beatriz
Bela atriz
E assim fui...
Infeliz
Nenhum comentário:
Postar um comentário