Eu então pedi tristonho: "senta aí, fica um pouco mais..."
Você tapou os ouvidos, me deu as costas e saiu pela porta. Confesso que pensei em ir atrás, mas nesse momento minhas pernas já não respondiam ao meu cérebro. Fiquei extasiado, na cadeira, sem sentir um centímetro sequer do meu corpo. Achei até que meu coração tinha parado. E talvez tivesse. Levei uns minutos, que se transformaram em dias, que passaram a meses, para me dar conta de que você não voltaria. Realmente não voltou. Escrevi um carta, mas não tinha seu endereço. Peguei o telefone, não tinha seu número. A única coisa viva em minha lembrança foi você saindo, o único traço de verdade foi seu desprezo. Naquele instante eu morri, sentado na cadeira, inane. Esperando que o tempo fizesse algo por mim. Que me estendesse a mão. Mas, ele não o fez.
não mesmo
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