sábado, 29 de outubro de 2011

Schopenhauerismo voluntário: poesia em dois versos

" A vontade é a causa de todo sofrimento, uma vez que lança os entes em uma cadeia perpétua de aspirações sem fim, o que provoca a dor de permanecer em algo que jamais consegue completar-se." - Schopenhauer


Todo distanciamento precisa do primeiro passo,
eis que lhe dou agora, por tempo indeterminado.

Para ser considerado

O tempo passa, as pessoas mudam, a sociedade muda, os valores mudam, enfim. A verdade é que vivemos num eterno "processamento" e como já disse Dary Jr. 'o que hoje me dá nojo ontem foi o meu desejo.'
Não lembro de muitas coisas da minha infância. Ao contrário do que geralmente ouço ou leio por aí, não tive uma infância com pipa, gude ou pião. Essas coisas existiram, algumas ainda existem, não com a força de antes, mas ainda firmes em suas causas. Há quem reinvindique para si, pautado exclusivamente em sua própria vivência e, desconsiderando assim, quaisquer outra experiência, o título (se é que podemos chamar assim) de uma "verdadeira infância." Andar descalço ralando os pés, pique esconde, pique pega e outros piques, brincadeiras típicas das ruas fundamentando (mediante a gratuitas opiniões) o que de fato era ser criança. Atualmente, estamos em face da informação. Rápida informação. Os anos passaram e com ele a tecnologia mudou sua cara. Antes: rádio de pilha, difícil de sintonizar. Depois: qualquer coisa minúscula com capacidade para uma infinidade de músicas. Se as crianças hoje, desde cedo, estão a par das redes sociais mais comuns como facebook, badoo, msn, orkut e afins, não há porque nega-las o direito de uma "verdadeira infância". Simplesmente os tempos mudaram e daqui algumas décadas, talvez, elas também reinvindiquem a sua antiga infância impregnada de virtualidade perante a um novo conceito de infância que vai surgir. De tudo que vejo por aí relacionado a essa ênfase nostálgica e a um "infantinocentrismo" exacerbado, tem-se a conclusão, ao menos aparentemente, de que a culpa é dos pequeninos. Não foram eles que trocaram a "Caverna do Dragão" (o desenho sem fim) por "Hannah Montana". Nem criaram "text messages" para se comunicar mais rápido que as velhas "cartas".  Desde Graham Bell até hoje o telefone deixou de fazer apenas ligações e, se bobear, temos modelos que passam até roupa. Essa nova infância inventa suas próprias maneiras de se divertir com o que lhes está à mão. Ninguém em qualquer tempo pode falar sobre a "verdadeira infância", ou melhor, ninguém do século XVIII para cá, pois antes disso infância não existia.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Custa quanto?

Entrou apressado na loja, ofegante:

- Amigo, bom dia!
- Bom dia...
- Este vaso aqui, custa quanto?
- Não custa nada.
- É de graça então?
- Não, só não está a venda.
- Mas eu posso pagar!
- Mas eu não posso vender...
- Então por que está aqui?
- Eu acho bonito.
- É de família?
- Sim, tem um grande valor sentimental.
- E quanto custa seu sentimento por ele?
- Nada, pode levar!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Esportes para a vida

Não é difícil que se veja por aí aqueles tipos de frase super-esperançosas, dignas de quem está, ou pelo menos se sente, perdendo algo. Pergunte-se, leitor, que malditas frases são estas? Eu digo. Aquelas bem do tipo: "o mundo dá voltas", "ganhar de virada é mais gostoso" e por aí vai a série de imbecilidade. Obviamente eu também sou um crente da esperança. Mas, há falhas em ambas as frases acima citadas. Na primeira é que, se o mundo dá voltas, logo, ele dá voltas. Um tanto redundante, veja bem, entretanto, ele dar voltas significa no contexto da frase que o mesmo não para nunca. Ou seja, se está ruim para você agora, tenha certeza que em breve estará ruim de novo, senão pior. Quanto a ganhar de virada, acho bastante arriscado deixar alguém sair na frente, ou achar isso de alguma forma bom. Por isso não gosto de futebol. Primeiro por ser um esporte coletivo, as vezes você depende mais dos outros do que de si mesmo. E, talvez, os jogadores não prestem de forma tal, que mesmo sendo um gênio da bola, seu time sempre irá mal.Além disso, é um esporte que já pressupõe derrota antes mesmo do fim de jogo. Tenho preferência por esportes do tipo inesperados, tipo sinuca. O adversário sair na frente pode ser uma questão de estratégia, e mesmo assim ninguém pode dizer que ele está vencendo por estar encaçapando mais bolas. É o tipo de jogo que até mesmo o melhor jogador pode cometer suicídio (encaçapar a bola branca). Desse jeito o outro não precisa nem mesmo derrubar uma bola sequer. Em alguns caso, o segundo jogador nem dá sua tacada, pois o primeiro já se mata na tacada de saída. Um esporte que não pressupõe "viradas" espetaculares ou o prazer das mesmas, mas, ao menos, àqueles acostumados a jogar, oferece muitas mais chances de vitória. É um jogo de precisão, individualista e de estratégia, você não pode culpar ninguém por uma má jogada além de si mesmo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Para Pedro, Pequena Poesia

Parece Pedro Plumar em Pranto
Pasmado, Pobre Pequeno
Pediste Pouco
Pairando Pelo Pescoço a Perfídia
Pingaste Promar
Pelo Pato, Pagou Penas
Perdido, Portanto
Pescava Pálidos Palácios
Penguntando Pois:
- Por que?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pescoço e guilhotina

Faça ser
obrigação
um pedaço
como favor
Aí, eu desprezo
paro no caminho
e tanto faz que siga
de vítima, pois
meu estado
é só
então
me veja
mas passe adiante

terça-feira, 6 de setembro de 2011

7 de Setembro (Beto Cupertino)


Para comemorar a minha/nossa independência...